Quarta de feridas
Hidrocoloide, alginato ou espuma?
Quando cada cobertura entra segundo protocolos oficiais, e o erro do alginato em ferida seca.
A escolha começa na avaliação
Os dois protocolos baseiam a escolha da cobertura nestes pontos:
- Tecido do leito: granulação, esfacelo ou necrose
- Exsudato: nenhum a intenso; a pele ao redor precisa de proteção contra maceração
- Infecção e odor: o odor pode vir de infecção
- Dor na troca: o curativo não deve aderir
- Profundidade: cavidade, túneis, descolamento de bordas
Hidrocoloide
- Placa para lesão superficial com pouco ou nenhum exsudato (LP estágio 2, HC-UFTM)
- Prevenção: sobre proeminências ósseas com fricção e cisalhamento
- O mesmo protocolo não aplica a placa na região sacral; na prevenção (estágio 1), nem em trocanteres e calcâneos
Alginato de cálcio
- Fibras de alginato de cálcio e sódio, derivado de algas
- Para exsudato moderado a intenso
- Tem efeito hemostático
- Precisa de cobertura secundária
Espuma de poliuretano
- Absorve exsudato moderado a intenso (SMS-SP)
- Com silicone, não adere ao leito: menos trauma e dor
- Reduz maceração e se adapta aos contornos do corpo
- No HC-UFTM, também em LP estágio 2 com pouco exsudato e na prevenção
Cavidade: preencher, não tamponar
- O espaço morto deve ser preenchido
- Tamponar pode causar necrose e piorar a ferida
- Opções do manual: alginato ou hidrofibra
- O manual orienta evitar produto que deixe resíduo em ferida profunda
O erro que derruba na prova
Alginato em ferida seca. O manual da SMS-SP diz: nunca usar em lesão seca. Ferida seca pede cobertura que dê umidade, como o hidrogel.
- Ferida infectada: o manual orienta não usar curativo oclusivo.
Fontes
- Prefeitura de São Paulo, Secretaria Municipal da Saúde. Manual de Padronização de Curativos. Edição 2024.
- Ebserh, Hospital de Clínicas da UFTM. Protocolo Prevenção e Tratamento de Lesão por Pressão (PRT.HC-UFTM-CPAM.001), versão 4, 2025.