Terça de semiologia
6 ruídos da ausculta pulmonar
Sibilos, roncos, estertores finos e grossos, estridor e atrito pleural, com a nomenclatura da ILSA.
Antes: os sons normais
- Respiração brônquica
- Broncovesicular
- Murmúrio vesicular
- Som anormal que aparece na ausculta = ruído adventício
Contínuos: sibilos e roncos
Sons musicais, contínuos.
- Sibilos: alto tom, agudos (alta frequência)
- Roncos: baixo tom, graves (baixa frequência)
- Costumam ser mais fáceis de distinguir que os estertores
Onde costumam aparecer
- Finos: líquido ou exsudato nos alvéolos, como pneumonia, bronquiolite e insuficiência ventricular esquerda
- Grossos: secreção nas vias aéreas maiores, como bronquite crônica e bronquiectasias
Estridor e atrito pleural
Também são ruídos anormais, mas não são estertores.
- Estridor: origem nas vias aéreas extratorácicas
- Atrito pleural: origem na pleura
O erro que derruba na prova
Confundir fino com grosso: grossos mudam com a tosse; finos não, só com a postura.
- Crepitante e subcrepitante são nomes antigos, que ainda aparecem em provas. Na ILSA: estertores finos e grossos
Ausculta na enfermagem
- Quatro técnicas do exame físico: inspeção, palpação, percussão e ausculta
- Coren-SC (2013): o enfermeiro pode usar o estetoscópio na ausculta pulmonar do exame físico
- ERS (2016): padronizar os nomes ajuda a comunicar o achado
Fontes
- Staszko KF et al. Terminologia da ausculta pulmonar utilizada em publicações médicas brasileiras (1980–2003). J Bras Pneumol. 2006;32(5):400-4.
- Auada MP, Vitória GL, Barros JA. A confusa nomenclatura da ausculta pulmonar brasileira. J Pneumol. 1998;24(3):129-32.
- Coren-SC. Resposta Técnica nº 001/2013/CT: ausculta pulmonar por enfermeiro com uso de estetoscópio. 2013.
- Pasterkamp H et al. Towards the standardisation of lung sound nomenclature (ERS Task Force). Eur Respir J. 2016;47(3):724-32.